Até 2021, leites vegetais devem representar 40% do mercado de leite nos Estados Unidos

Até 2021, leites vegetais devem representar 40% do mercado de leite nos Estados Unidos

  • Aline Baroni
  • Aline Baroni

Um relatório divulgado no fim de outubro nos Estados Unidos aponta para o forte crescimento da oferta e demanda por leites vegetais. Segundo o Dairy and Dairy Alternative Beverage Trends in the U.S., leites de origem não animal serão responsáveis por 40% do mercado americano até 2021, quando o mercado valerá 28 bilhões de dólares. Hoje, esse número é de 25%.

Não é à toa que algumas das maiores indústrias de laticínios do mundo, como a Danone, estão investindo pesado em produtos sem nada de origem animal.

O relatório é produzido pela Packaged Facts, uma seção da MarketResearch.com, que realiza diversas pesquisas sobre tendências de mercado de alimentos e bebidas. Para 2018, eles prevêem que alguns leites “diferentes” devem ser tendência. Entre eles, o leite de cevada, de linho, cânhamo, ervilha e quinoa.

Outra pesquisa realizada pela empresa nesse ano revelou que mais de um terço dos consumidores mais jovens, entre 18 e 34 anos, dizem estar prestando mais atenção às informações nutricionais de laticínios e comparando-as com os leites vegetais.

Com consumidores mais atentos, as vendas de leite da vaca caíram 22% entre 2000 e 2016 nos Estados Unidos. A mudança de hábitos de consumo está relacionada a preocupações com a saúde. Diversas pesquisas apontam para o leite como causa de diversas doenças, inclusive o câncer.

Muitas pessoas também optam por essas alternativas para não contribuir com a exploração animal, já que a indústria do leite é conhecida por suas práticas absurdamente cruéis contra as vacas.

Isso quer dizer que os mercados estão sendo invadidos por alternativas mais saudáveis, menos cruéis e mais sustentáveis de bebidas. Outra alternativa é fazer seu próprio leite vegetal em casa: clique aqui para receitas rápidas e fáceis.