Fez cirurgia bariátrica e quer ser vegano? Confira algumas orientações da nossa nutricionista

Bruna Nascimento|
18 Maio 2018

Todos os anos, milhares de pessoas recorrem à cirurgia bariátrica em busca de qualidade de vida. Apesar dos diferentes tipos de procedimentos, cada paciente acaba traçando um caminho individual e único quando se trata de redescobrir e reconstruir sua relação com a alimentação e seu corpo. Às vezes, esse percurso acaba guiando os pacientes para uma alimentação sem carne, leite ou ovos.

As deficiências nutricionais são um problema comum em pacientes pós-operados independentemente da dieta que sigam, devido a redução da capacidade gástrica ou diminuição da parte do intestino que é capaz de absorver nutrientes, dependendo do tipo de cirurgia.

Quando juntamos as inúmeras recomendações dadas ao paciente pós-cirúrgico com os vários mitos sobre a alimentação sem produtos de origem animal, pode parecer que seguir uma dieta vegetariana é uma missão impossível. Mas não é. Inclusive, várias pesquisas evidenciam que o consumo de produtos de origem animal propicia diversos problemas de saúde:

Os cuidados nutricionais para pacientes pós-operados são bem específicos para cada período de recuperação e o profissional nutricionista é quem deverá prestar toda a orientação necessária para a dieta líquida pós-operatória, sua evolução para a pastosa e, por fim, sua transição definitiva para a alimentação normal.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, as orientações nutricionais e cautelas são as mesmas nos pacientes vegetarianos e nos que consomem carne. Os principais cuidados devem ser com o consumo adequado de:

Proteínas

Em relação a proteína, a recomendação pode variar entre 60 a 120g por dia, e as principais fontes vegetais são a soja e derivados, como o tofu, tempeh e proteína de soja, feijões, lentilha e grão-de-bico.

A suplementação com proteínas isoladas também pode ser feita e é uma ótima ferramenta para atingir a recomendação de proteína em pacientes vegetarianos estritos, tendo em vista que os alimentos ricos em proteínas de origem vegetal têm mais fibras e podem ocupar um volume maior no estômago, principalmente nas primeiras fases, quando o volume aceito de comida é bem reduzido. As proteínas isoladas de origem vegetal mais comuns são de ervilha, arroz e soja. Elas são tão eficientes quanto as comuns (que normalmente são feitas a partir de leite de vaca) e também têm um custo similar.  

Ainda sobre as proteínas, algumas pessoas manifestam um desconforto com o consumo de leguminosas, como sensação de estufamento e flatulências. Isso pode ser evitado de forma bem simples, deixando os grãos de molho na água em temperatura ambiente por 12h, jogando a água fora e cozinhando os grãos em uma água nova.

Ferro, cálcio e zinco

Quanto aos minerais, o ferro é encontrado em alimentos como vegetais verde-escuros, leguminosas (grupo dos feijões) e também deve ser suplementado em casos de deficiência, que ocorre tanto em vegetarianos como onívoros, mas principalmente em mulheres em idade fértil, devido à perda de sangue pela menstruação. Uma dica para melhorar a absorção de ferro é combinar com o consumo de algum alimento rico em vitamina C, como o limão.

O cálcio está presente em boa quantidade e biodisponibilidade no tofu, brócolis, folhas verde-escuras, gergelim, amaranto e alimentos fortificados, como nas bebidas vegetais enriquecidas. A suplementação também é bem comum, principalmente em mulheres.

E, por último, o zinco é encontrado em alimentos integrais, sementes e oleaginosas.

Vitamina D e B12

As vitaminas D e B12 são obtidas através da suplementação e exposição solar, no primeiro caso, e suplementação intramuscular ou sublingual para a B12. A suplementação deve ser feita a partir da segunda fase para todos os pacientes, independente da ingestão de produtos de origem animal ou não. Veganos podem enfatizar para seu médico prescrever a vitamina D3 sintética e em cápsulas vegetais ou em gotas.

Aos vegetarianos

Pode parecer que pacientes vegetarianos estritos (que não consomem nada que tenha origem animal, como carne, leite ou ovos) têm mais dificuldade para seguir as recomendações nutricionais, mas é muito comum que indivíduos que consomem produtos de origem animal tenham intolerância a lactose e carnes, devido às mudanças anatômicas de estômago e intestino. Portanto, é muito importante que alternativas a esses produtos sejam incentivadas de forma a promover uma maior variedade nas opções e autonomia alimentar do paciente.  

Tenha em mente também que a maioria dos profissionais têm pouco conhecimento sobre alimentação vegetariana estrita e logo assumem que não é possível adequar a alimentação sem carne e outros produtos de origem animal para pacientes de cirurgia bariátrica. Neste caso, procure um profissional que respeite suas escolhas e também o oriente adequadamente. Afinal, essa escolha não só é possível, como também pode ser muito mais saudável. E lembre-se: este texto de forma alguma substitui as orientações de um profissional de saúde que te acompanhe.

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