Estudo: se virasse vegano, EUA alimentaria sua população e mais 390 milhões de pessoas

Aline Baroni|
28 março 2018

Nós sempre falamos sobre as vantagens de uma alimentação sem carne, leite e ovos para os animais, para a saúde e até para o meio ambiente. Mas uma nova pesquisa revelou que uma dieta vegetariana pode colaborar com força para acabar com a fome do mundo. Segundo o estudo, publicado essa semana no Proceedings of the National Academy of Sciences (publicação oficial da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos), o país poderia alimentar toda a sua população e um adicional de 390 milhões de pessoas se todos tirassem produtos de origem animal de seus pratos.

Os dados que os pesquisadores encontraram foram alarmantes: a mesma área em que se produz 100g de proteínas de fontes vegetais, se usada para a produção de ovos, produziria apenas 60g de proteínas. A comparação é ainda pior quando se trata das proteínas produzidas na mesma área para a produção de carne de frango (50g), leite (25g), porco (10g) e boi (4g).

E mais: as perdas evitadas ao se cortar produtos de origem animal seriam mais significativas que eliminar o desperdício convencional de alimento no país.

Assim, se os fazendeiros usassem as terras que atualmente estão destinadas à criação de gado, porcos e frango para a agricultura, eles poderiam produzir alimentos para mais que o dobro de pessoas do que atendem hoje em dia. Isso tudo garantindo a mesma média nutricional das refeições.

Isso acontece em um contexto em que mais de 41 milhões de americanos correm risco de passar fome em pelo menos algum momento do ano, de acordo com o Departamento de Agricultura.

Além das terras, que foram o foco do estudo recém divulgado, há outro ponto a ser considerado: metade de toda proteína produzida no mundo é usada como ração. No Brasil, esse número é ainda mais alarmante. Por aqui, 79% é transformada em ração, enquanto apenas 16% é destinada à alimentação humana. Embora carnes e derivados representem apenas 12% das calorias consumidas globalmente, 75% das terras agricultáveis do planeta são usadas para pastagem e produção de ração — isso tudo quebra também o argumento de que o vegetarianismo aumentaria a demanda por soja.

Além da crueldade à qual são submetidos, vacas, porcos e galinhas consomem muito mais alimento do que produzem. Em média, para cada mil calorias produzidas sob a forma de carne, um animal consome cerca de 10 mil calorias, um desperdício de 90% do alimento consumido.

A questão é tão complexa que o uso em grande escala de alimentos como milho, soja e trigo para alimentar animais de produção eleva seu preço no mercado, restringindo seu consumo por populações em situação de pobreza.

Não há terra, água e insumos suficientes para produzir a carne necessária para alimentar a população mundial crescente nos próximos anos. O resultado disso? Enquanto alguns poucos consomem carne, leite e ovos, 800 milhões de pessoas passam fome no mundo.

Parar de consumir produtos de origem animal é pensar na coletividade, é entender que uma pequena mudança em nossos hábitos alimentares é a solução para que milhares de pessoas tenham acesso à alimentação.

O vegetarianismo é um dos mais fortes e relevantes atos políticos que podemos escolher fazer, todos os dias, para construir um mundo melhor e mais justo. Clique aqui para começar agora.

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